sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Término de Uma Dsicplina, O Começo de Novas Reflexões

     O período mais complicado até então pra mim teve uma grande novidade: o uso da internet como uma forma de trabalhar a disciplina. Foi maravilhoso pra mim, que adoro escrever e gosto muito da internet. 

     Foi uma disciplina que me abriu o pensamento para analisar melhor o que acontece na sala de aula que eu trabalho e as que eu ainda irei trabalhar. Falou da diferença, da diversidade, da aceitação, do Ensino Fundamental de modo real, sem ladainhas ou grandes pensadores.

     Explorou nossa imaginação. Nos fez ver para crer. Questionar e procurar por respostas. Trouxe experiências externas, como Claudia Lino que de uma grande palestra para a minha turma.

     Atingiu todas as minhas expectativas, todas. Me queixo apenas da apatia da turma, que também me inclui, mas isso já são outros problemas de socialização, risos. O professor, de maneira espetacular, fez a escolha de bons textos, que me instigaram a querer pensar mais sobre o mundo em que eu quero entrar como professora.

     Sei que foi só o início de muitas coisas boas que a FEBF ainda irá me trazer. E esse blog não para por aqui. Ele será meu eterno acompanhante, talvez com menos frequência, mas não poderia abandonar a ideia brilhante de um ótimo professor. Ideia essa que me faz gostar mais ainda de tecnologia... e educação.

     Levo dessa disciplina a lição de que não podemos ficar parados vendo tudo passar aos nossos olhos. Devemos nos levantar e seguir em direção ao que achamos certo, lutando para que não o mundo, mas você se reconheça como o principal ator dessa mudança que pode ser interna e/ou externa. Em pensamentos e essencialmente em atitudes.





    Boas Férias!

Até o próximo post!

O Fim da Tolerância e o Início da Aceitação

     Falamos durante todo o curso sobre a desigualdade de oportunidades, o quanto as diferenças sociais, econômicas entre outras são prejudiciais para a vida escolar de um sujeito. E como última atividade da disciplina de EEPP IV, fiz uma análise no texto "Por Uma Política da Diferença", de Elizabeth Macedo.

     É visível que a educação e a cultura andam juntas, pois a escola é o lugar onde a diversidade cultural mais existe. Mas até aonde podemos ignorar que essa diversidade é também um grande desafio no cotidiano? A falta de respeito pela cultura do outro prejudica as relações humanas, como se fosse crime ser diferente, vir de uma cultura diferente.

     Elizabeth fala em seu texto sobre a padronização, alguns paradigmas que a sociedade impõe e que nos transforma em seres mecânicos, que se fizer algo que não condiz com as "normas" sociais, o seu julgamento será sempre o pior. E é exatamente isso que acontece com a população negra brasileira.

     A autora fala de uma história que é a minha também e que causa um enorme preconceito no âmbito acadêmico: a política de cotas das universidades. 

     O fato de sermos negros e por isso ganharmos um auxílio da universidade me incomoda, pois a questão não se trata da minha raça, se trata da minha dificuldade em me manter na universidade. Mas para os outros, o fato de uma pobre, negra, moradora de um bairro pobre de uma cidade ruim estar em uma universidade é um grande afoito. E essa intolerância acontece não só comigo, negra. Acontece com muitas outras pessoas que passam por dificuldades para se inserirem na universidade.

     A escola, um lugar rico em diversidades, deveria ser o palco da aceitação. Porque tolerar o outro não é aceitar  sua diferença, e é preciso que desde cedo, as pessoas saibam que aceitar que o outro é diferente é muito melhor do que tolerar e criticar a diferença. O que nós devemos ter de igual, com toda certeza, é que se não acabarmos com esse ódio gratuito com a diferença do outro, nunca seremos capazes de ter um país de igualdade de oportunidades para todos.


     O quão chato seria se todos fôssemos iguais?


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

As respostas para todos os porquês!

    Há algumas aulas atrás, fiz um post relatando os índices de reprovação, aprovação e abandono escolar na Escola Municipal Almirante Newton Braga de Faria que você pode conferir clicando aqui.

    Retomando às atividades que foram propostas a partir daquela pesquisa, voltamos à escola para entrevistar alunos, professores e orientação pedagógica da escola, questionando sobre as dificuldades e os pontos positivos que a escola destaca, buscando entender seus índices que, mesmo baixos, ainda são preocupantes.

    Eu e minha dupla, Viviane Stoffel do blog Memórias Educacionais, preparamos um slide com toda a entrevista, juntamente com uma reflexão de todo o conteúdo estudado até hoje na disciplina de EEPP IV.





Até o próximo post!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

As desigualdades brasileiras

      Na última aula, dia 10/12, debatemos acerca das desigualdades sociais e escolares que ocorrem no país em que vivemos com o texto "Desigualdades Escolares e Desigualdades Sociais" da autora Teresa Seabra. Tiramos conclusões que não são consideradas boas ao meu ver, inclusive quando há tantos discurso sobre o fim da desigualdade.




     O que mais me chama a atenção é a desigualdade  de oportunidades ser tão visível e a marginalização cada vez maior das classes inferiores. E assistimos, muitas vezes, discursos pregando uma igualdade de oportunidades que não exite, pois as pessoas não têm as mesmas possibilidades na sua vida social e econômica.

     E refletindo sobre a desigualdade de oportunidades, vejo o quão injusta são as provas aplicadas em todo o território nacional, Será mesmo que um estudante da escola pública da Baixada Fluminense terá o mesmo resultado que um aluno morador da Zona Sul, estudante de uma das melhores escolas da cidade do Rio de Janeiro?

    Por outro lado, vemos um crescimento da participação das minorias na educação. Os transgêneros, transexuais gays e até mesmo as mulheres têm saído da marginalidade e adentrado no mundo que lhes foi proibido por muitos anos. Isso é uma grande transformação nos dias de hoje, mas ainda temos muito a discutir.

    Precisamos debater sobre a ideia de igualdade e desigualdade que afeta brutalmente o nosso país. Não existem infraestruturas iguais para todos nem corpo docente que atnda a todos da mesma maneira, fornecendo igualdade de oportunidades educacionais e humanas para todos.


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O campo de desigualdades

    Na aula 9, falamos sobre os desafios das escolas acerca das desigualdades e a atividade proposta foi analisarmos duas imagens e dar a nossa opinião, embasada nos estudos de todas as aulas até hoje, sobre o que essas imagens podem nos dizer sobre a desigualdade presente fortemente no âmbito escolar.


IMAGEM 1

IMAGEM 2



Análise:

    Na imagem 1 é mostrado tanto alunos com professor afundando e pedindo socorro. Mas... Socorro para quem?
   No canto superior esquerdo da imagem, se vê a palavra IDEB, que é justamente um dos pontos que mais me chamou a atenção. O IDEB é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, e ao meu ver, o que se pode observar é os alunos e professor afundando nas estatísticas do índice, pois a aprendizagem dos alunos e a eficiência do professor é avaliada a partir desse índice.


    Na imagem 2, Manolito fala de uma simpatia comercial, onde se perde mais do que se ganha. 
    Na fala desse personagem, ele vê que quanto mais ele expõe suas ideias e a professora o conhece mais, quanto mais ele expõe suas ideias e sai da zona de conforto que a professora emprega, menos pontos ele ganha nas disciplinas.
Trata-se da falta de crédito do docente no aluno. O limitar, o privar que o professor impõe em sala de aula é nada mais que uma zona de conforto para o próprio professor, e quando o aluno tem o objetivo de sair desse círculo vicioso de decorar e reproduzir, o incômodo é imediato.

    Os debates que essas imagens podem trazer para nós, futuros professores, podem ser extremamente válidos para que a gente não repita os mesmo erros e saiba reconhecer que o conhecimento é recíproco, principalmente em sala de aula.


Até o próximo post,
Larissa :)

Estatísticas para quem?

     Os debates acerca da reprovação escolar crescem a cada dia, pois não há uma única escola em que não haja um aluno que tenha sido reprovado, a partir de resultados insatisfatórios para a escola ou para os pais.
    
    Alguns alunos também possuem uma grande dificuldade de aprendizagem, o que acarreta no índice de reprovação, fracasso escolar e muitas vezes até mesmo o abandono, que também vem crescendo conforme os anos passam.

     Nas aulas 6, 7 e 8, o professor Ivan falou com a turma sobre reprovação e aprovação, com, seus debates e desafios (link AQUI) e nos mostrou dados estatísticos do Município de Duque de Caxias, no Estado do Rio de Janeiro, solicitando que escolhêssemos uma escola para podermos analisar os dados de reprovação, aprovação e abandono escolar.

     A escola escolhida por mim e minha dupla, Viviane, que tem o blog Memórias Educacionais, foi a Escola Municipal Almirante Newton Braga de Farias, que se localiza no bairro de Irajá, no município e estado do Rio de Janeiro.

     Todos os dados são oficiais do site do INEP, distribuídos pelo site QEdu, um portal aberto onde você pode encontrar informações sobre o aprendizado em cada escola, município e estado de todo o Brasil. O slide abaixo contém toda análise da escola nos anos de 2011, 2012 e 2013 solicitados pelo professor.






Reprovação, aprovação e abandono escolar from Larissa Santos


Até o próximo post,
Larissa :)
 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Reprovar ou não reprovar?

     O Brasil ainda é um dos países que mais reprova alunos no mundo. O Ensino Fundamental reprova cerca de 18,7% de alunos por ano, e os dados só aumentam.

    A reprovação traz prejuízos financeiros para o governo e, principalmente, prejudica a auto estima do repetente e causa falta de estímulo de começar do zero o mesmo ano letivo. 

    Segundo as reportagens sugeridas pelo professor, os atores que mais sofrem com a culpa do fracasso escolar são os pais e os próprios alunos. Mas, e o corpo docente?  E a parcela de responsabilidade da organização escolar? São questões a serem respondidas, desafios a serem solucionados.



    O alto índice de reprovaçãono brasil se dá por conta do sistema de ciclo (aprovação automática) e/ou a reprovação. Ou se reprova ou não,  se critérios ou um consenso do corpo docente, diferente de outros países que aceitam a reprovação, mas de modo criterioso.

   Os países que proíbem a reprovação, têm um resultado satisfatório, todavia, fornece recursos adequados e suficientes para que haja um ensino de qualidade e proveitoso.

       Tenho enormes questionamentos em relação à reprovação no Brasil. A péssima qualidade de ensino,  algumas questões familiares e dificuldades dos próprios alunos não reconhecidas pelos docentes, prejudicam o sucesso escolar desse sujeito.

       Estamos longe de uma revolução na educação,  com escolas despreparadas e docentes que são despreocupados, como podemos ver no vídeo da Psicóloga e Orientadora Educacional Paula Viana Canto: Reprovação Escolar. 

Para ler as reportagens na íntegra, é só clicar  AQUI! 


Até o próximo post, 
Larissa.